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Séries

Vikings: A história real de Judite de Flandres

Na série “Vikings” a personagem Judith é descrita como sendo filha do rei Aelle da Nortúmbria e esposa do príncipe Aethelwulf de Wessex. A personagem realmente existiu? A resposta para essa pergunta é sim!

Ela é baseada na personagem histórica Judite de Flandres. Ela era a filha mais velha do rei franco ocidental e também imperador do Sacro Império Romano, Carlos, o Calvo com a sua esposa Ermentrude de Orleães.

Judite (em francês: Judith) foi esposa dos reis de Wessex, Etelvulfo e Etelbaldo, se tornando rainha por duas vezes consecutivas. Esses casamentos não lhe renderam filhos. Durante o seu terceiro casamento com o conde de Flandes chamado Balduíno, ela assegurou o posto de primeira condesa de Flandres.

Com isso, Judite também se tornou a ancestral de condes posteriores de Flandres. A história conta que um de seus filhos com Balduíno acabou se casando com Elfetrita, filha do irmão de Etelbaldo conhecido na série como Alfred, ou historicamente como Alfredo, o Grande.

Judite foi antepassada de Matilde de Flandres, consorte de Guilherme, o Conquistador. Isso significa que a personagem histórica foi antepassada de monarcas posteriores da Inglaterra.

Rainha de Wessex

Assim como na série, a Judite histórica se casou com Aethelwulf (Etelvulfo) e se tornou a rainha de Wessex. Segundo a história, no ano de 855, o então rei Etelvulfo fez uma peregrinação a Roma.

Durante o seu regresso em 856, ele então permaneceu na corte do rei franco ocidental, Carlos, o Calvo, pai de Judite. Foi então que começou a se relacionar com a jovem, que na época tinha 14 anos de idade e ele 50.

Em 1º de outubro de 856 eles finalmente oficializaram a sua união através de uma cerimonia realizada em Verberie, no norte da França. Como vários outros da época, o casamento serviu como uma aliança diplomática para que Etelvulfo ganhasse forças contra os vikings que estavam ameçando o reino de Wessex.

Apesar das esposas dos reis não serem tratadas como rainhas em Wessex, Carlos insistiu para que a filha fosse coroada como rainha. Como resultado da união de Judite e Etelvulfo, o filho mais velho do rei com a sua primeira esposa Osburga, Etelbaldo, gerou uma rebelião.

Ele temia que fosse afastado devido ao nascimento de um meio-irmão. Pai e filho fizeram um trato. Etelbaldo iria receber os distritos ocidentais do reino e Etelvulfo os do leste. Com a morte de Etelvulfo em 858, ele foi sucedido por Etelbaldo.

Ele se casou com a própria madrasta com o (possível) objetivo de conseguir melhorar a sua atual situação, já que Judite era filha do rei dos Francos Ocidentais.

Judite não teve filhos com o então rei. Segundo a história, em meados de 870, Judite ainda vivia o que estima que sua morte tenha acontecido após esse período aos 26 anos de idade.

Referências:

  • “Janet L. Nelson, Æthelwulf, Oxford Online Dictionary of National Biography, 2004”
  •  “Williams et al., A Biographical Dictionary of Dark Age Britain”
  • “Simon Keynes and Michael Lapidge eds., Alfred the Great: Asser’s Life and Other Contemporary Sources, Penguin 1983 (2004 reprint), p. 73”
  • “Geary, Patrick J. Women at the Beginning: Origin Myths from the Amazons to the Virgin Mary. (Princeton: Princeton University Press, 2006),p. 52”

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